Histórico

Inicialmente desenvolvido pelo finlandês Linus Torvalds em agosto de 1991, o Sistema Operacional Linux baseava-se em um kernel e algumas ferramentas. Linus, posteriormente abriu o código fonte do seu sistema (baseado nos sistemas Unix - daí o nome Linux - Linus + Unix) para que houvesse um amplo e mais eficaz desenvolvimento e distribuição. Voluntários, estudantes universitários e algumas companhias começaram a inserir pacotes e ferramentas proprietárias junto ao kernel de Linus. Daí dá-se o "conceito" de distribuição. Surgiram a Conectiva, RedHat, Slackware, Debian, Suse, Mandrake, etc. (a listagem completa de todas as distribuições disponíveis pode ser obtida em www.linux.org/dist/list.html).

Instalação

O Linux pode ser instalado juntamente com um outro sistema operacional. Inclusive pode compartilhar o mesmo disco rígido. É necessário apenas que haja espaço disponível para instalá-lo. Basicamente são necessárias duas partições (partições são divisões no disco rígido) para a sua instalação. Uma partição denominada "swap" e outra denominada "root" (representada pela "/") que terá o sistema propriamente dito. A partição de swap é gerenciada pelo sistema para atuar como memória temporária quando houver necessidade.
É possível também criar outras partições (no mesmo disco ou não) para separar e/ou otimizar o funcionamento do sistema. Muito comumente vê-se instalações assim (com quatro partições):

É em tempo de instalação que as partições devem ser definidas. E aqui é importante lembrar que os discos rígidos não são denominados como no MS-DOS ou Windows (C: D: E:). Discos rígidos IDE são identificados assim: /dev/hda, /dev/hdb, /dev/hdc, /dev/hdd dependendo da sua conexão com a placa controladora. O disco /dev/hda é o disco primário master, o "b" é o primário slave, o "c" é o secundário master e o "d" é o secundário slave. O "/dev" provém de device (dispositivo) e o "hd" de hard disk (disco rígido - winchester). Discos SCSI levam um "s" de SCSI na sua denominação: /dev/sda, /dev/sdb, /dev/sdc, /dev/sdd. Vale lembrar que a instalação identificará automaticamente qual é o disco que está instalado em seu computador.
Quando há apenas um disco em uma máquina e este é, por exemplo, o /dev/hda todas as suas partições são identificas pela denominação do dispositivo mais o número da partição. Aplicando a estrutura acima de quatro partições teríamos algo assim:

Diz-se então que "/", "/home" e "/usr" são os pontos de montagem das partições /dev/hda2, /dev/hda3 e /dev/hda4 respectivamente, ou seja, a partição /dev/hda2 será identificada/relacionada no sistema pela "/", a /dev/hda3 pelo "/home" e a /dev/hda4 pelo "/usr".

Sistema de arquivos

No Linux (assim como em qualquer Unix-system) os arquivos e diretórios possuem atributos, tamanho, data/hora de criação/alteração. Diferentemente dos sistemas MS-DOS, Windows 95, 98, Me e XP, o Linux trabalha com o conceito de proprietário e grupo do arquivo ou diretório. Todo e qualquer arquivo ou diretório pertence à algum usuário e grupo de usuários. Vejamos:

-rwxr-xr-x    1 root     bin        518140 Apr 10  2001 bash
-rwxr-xr-x    1 root     bin        295012 Aug 24  2000 bash1
lrwxrwxrwx    1 root     root            5 Dec 15 21:27 bunzip2 -> bzip2
drwxr-xr-x    6 root     root         4096 Mar  3 04:42 ssl

A listagem acima exibe dois arquivos, um link e um diretório. Cada um dos objetos acima tem 10 atributos (-rwxr-xr-x). O primeiro deles identifica o tipo de objeto que são basicamente esses três:

Portanto, temos na listagem os arquivos bash e bash1, o link bunzip2 (que está apontando para bzip2) e o diretório ssl. Na seqüência estão dispostos os outros nove atributos que separados em três grupos de três atributos cada um definem as permissões do usuário proprietário, do grupo e dos "outros". O "outros" tem as permissões referentes aos usuários que não são proprietários nem fazem parte do grupo do objeto.


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